“Tatuando Histórias”
Este desenho representa a minha admiração pelas culturas indígenas (nossos antepassados, nossas raízes) e a forma como viviam a natureza (respeito pela terra, pelos rios, pelo ar transportado pela brisa) e pela forma como admiravam e adoravam os animais (o lobo, a águia, o cavalo, o animal selvagem livre e puro).
A minha admiração pelos animais, em especial pelo lobo, como animal selvagem e livre, leva-me a admirar este animal como um símbolo. Identifico-me um pouco com este animal e com a forma como os indígenas o viam e veneravam.
Para os povos indígenas, o lobo era o mais fiel dos guias animais, o símbolo do professor da tribo, encorajando-nos a enfrentar novos projectos e rumos. O lobo é um explorador e criador de rotas e trilhos nunca antes calcados, precursor de novas ideias. O senso do lobo é muito aguçado, o lobo é sentido como uma criatura intermediária entre a natureza divina e humana. Para os indígenas o lobo é um símbolo espiritual poderoso, respeitavam a bravura do lobo como caçador, a sua determinação e a maneira como ele se move silenciosamente pela paisagem. O lobo aparece em muitas lendas como um mensageiro, um viajante de longa distância e um guia para qualquer um que esteja na procura de um mundo “seu”. O lobo é o sábio, os lobos têm um conhecimento intuitivo da ordem no meio do caos e possuem a habilidade para sobreviver à mudança, intactos.
Quando um lobo caminha na nossa direcção, é uma visão que nunca mais se esquecerá!
As penas da águia são consideradas o mais sagrado instrumento de cura, permitem voos graciosos a elevada altitude, permitem obter uma visão global do que nos rodeia. As penas eram vistas pelos povos indígenas como símbolo de identificação e simbolizam a ascensão e a evolução espiritual a um plano mais elevado, simbolizavam pureza, e representaram virtudes.
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